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História do Circo

4.000 a. C. - Pinturas rupestres descobertas na China, em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas, mostram que as artes circenses podem ter sido inventadas pelos chineses.

2.500 a. C. - Pinturas de malabaristas e paradistas também foram encontradas nas pirâmides do Egito. Aliás, a profissão de domador surgiu no Egito, para atender à mania dos faraós, que adoravam exibir animais ferozes em seus desfiles militares.

1.500 a. C. - Na Índia, há milhares de anos números de contorção e saltos fazem parte de espetáculos sagrados.

300 a. C. - Na Grécia, as paradas e os números de força eram modalidades olímpicas e os sátiros, os primeiros palhaços, já faziam o povo gargalhar.

Século 18 - O Circo como o conhecemos - um espetáculo pago, em volta de um picadeiro onde se apresentam artistas com diversas habilidades - é uma invenção recente. Foi criado por Philip Astley, um jovem suboficial inglês, perito cavaleiro, na Londres de 1770. Ele descobriu que, se ficasse de pé sobre seu cavalo enquanto o animal galopava em círculos, a força centrífuga o ajudaria a manter o equilíbrio. Estava criado o picadeiro.

O nome Circo foi utilizado pela primeira vez em 1782 por outro inglês, Charles Hughes, que criou o Circo Real.

Séculos 19 e 20 - Rapidamente as companhias circenses se espalharam pela Europa e América, e logo foram adotadas pelas numerosas famílias de saltimbancos que há séculos se apresentavam em feiras e quermesses. Eles trouxeram os animais selvagens e domesticados, os números de variedades, o trapézio, a corda bamba, a música, o drama e a comédia, formatando um tipo de espetáculo que se desenvolveu plenamente até a metade do século 20, quando sua popularidade começou a sofrer a feroz concorrência de outras formas mais modernas de comunicação de massa.

Anos 80 até hoje - A partir dos anos 80, também o circo começou a mudar, através de companhias inovadoras como o Cirque du Soleil, assimilando justamente as técnicas e a tecnologia originária dos grandes shows multimídia. Assim, o circo está voltando a ser um espetáculo vigoroso, dinâmico, grandioso e antenado com seu tempo.

Fonte: FUNARTE - Fundação Nacional de Arte - www.funarte.gov.br

 

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